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Após captura de Maduro, debate sobre capacidade militar do Brasil e baixo poder de defesa ganha força nas redes sociais

A captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas, em solo da Venezuela, reacendeu um debate que vai além do episódio em si e alcança a geopolítica contemporânea da América Latina. O caso levantou questionamentos sobre até que ponto ações militares pontuais dos Estados Unidos poderiam se repetir em outros países da região e se nações como o Brasil estariam, ao menos em tese, vulneráveis a esse tipo de operação.

Especialistas ressaltam que não há qualquer sinal concreto de que uma ação militar americana contra o Brasil esteja no horizonte. O país mantém relações diplomáticas com Washington, participa ativamente de fóruns multilaterais e não se encontra em rota de conflito com os Estados Unidos. O próprio governo americano demonstra, neste momento, maior interesse estratégico em outras regiões do globo.

Ainda assim, o planejamento de defesa nacional envolve a análise de cenários hipotéticos. A possibilidade teórica de uma superpotência tentar capturar um chefe de Estado estrangeiro levanta debates sobre capacidades militares, dissuasão e limites da soberania em um mundo marcado por operações cada vez mais rápidas, tecnológicas e cirúrgicas.

Segundo especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, o Brasil não dispõe atualmente de meios militares capazes de impedir uma ação direta de uma superpotência como os Estados Unidos. Há consenso de que operações pontuais, baseadas em inteligência avançada, tecnologia de ponta e superioridade aérea, tornaram-se viáveis contra praticamente qualquer país. No entanto, o contexto político e diplomático torna esse tipo de ação contra o Brasil altamente improvável, sobretudo pelo elevado custo político e internacional que uma incursão desse