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Protetora de animais denuncia preconceito em supermercado por ser travesti, e situação gera revolta

Uma protetora de animais chamou atenção nas redes sociais ao relatar um episódio de discriminação no caixa de um supermercado em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná. Nas publicações, ela afirma ter sido alvo de comentários e atitudes ofensivas por conta de sua identidade de gênero enquanto fazia compras no estabelecimento. 

O vídeo compartilhado mostra a travesti rebate comentários discriminatórios dirigidos a ela. Em determinado momento da discussão, a cliente ouve a frase “travesti não é bagunça”, expressão que viralizou nas redes como síntese da situação relatada. 

Mesmo diante dos ataques, a protetora manteve um posicionamento firme, contestando as observações transfóbicas e defendendo seu direito de ser respeitada em público. O caso rapidamente ganhou repercussão online, com vídeos e comentários dividindo opiniões entre internautas e alimentando o debate sobre preconceito e respeito à identidade de gênero. 

Movimentos e especialistas apontam que episódios como esse refletem uma realidade mais ampla de discriminação enfrentada por pessoas trans e travestis no Brasil, que frequentemente relatam situações de marginalização e falta de respeito em espaços cotidianos. Estudos mostram que a discriminação com base na identidade de gênero continua sendo um problema sério para essa comunidade. 

O episódio em Fazenda Rio Grande reacendeu conversas sobre a necessidade de políticas de inclusão e de combate à transfobia, assim como alertou para a importância de reconhecer e respeitar a diversidade de gênero em todas as esferas da sociedade.