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Número de adeptos de Umbanda e Candomblé triplica em dez anos, aponta Censo do IBGE

O número de adeptos da Umbanda e do Candomblé no Brasil triplicou ao longo de uma década, segundo dados do Censo Demográfico 2022–2025, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2010, os seguidores dessas religiões representavam 0,3% da população; em 2022, o índice subiu para 1,0%, o equivalente a mais de 2 milhões de pessoas um crescimento de 233%.

De acordo com o levantamento, essa foi a maior expansão percentual registrada entre todos os grupos religiosos do país. O Rio Grande do Sul aparece como o estado com maior proporção de praticantes, com 3,2% da população declarando seguir tradições de matriz africana.

O crescimento vai além dos números e reflete o fortalecimento da identidade afro-brasileira, o avanço no combate à intolerância religiosa e uma maior visibilidade e autodeclaração racial, especialmente entre jovens negros. Para especialistas e lideranças religiosas, os dados representam resistência cultural, valorização das tradições ancestrais e orgulho da própria identidade.