Greve nacional paralisa cidades dos EUA em protesto contra política migratória e ações do ICE
Centenas de milhares de pessoas participaram, na última quinta-feira (30), de uma greve e manifestação nacional em diversas cidades dos Estados Unidos contra a política migratória do país e as operações do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE). Os atos ocorreram sob o lema “No work, no school, no shopping” (“Sem trabalho, sem escola, sem consumo”), como forma de pressionar o governo por mudanças estruturais.
A mobilização foi organizada por coletivos estudantis, sindicatos, lideranças comunitárias e organizações de direitos humanos. Como resultado, houve o fechamento temporário de escolas, comércios e serviços, além de paralisações coordenadas em universidades e empresas.
Segundo veículos como o Los Angeles Times e a agência Reuters, a adesão foi uma das maiores registradas nos últimos anos, evidenciando o alcance nacional do movimento. Um dos principais focos dos protestos foi a cidade de Minneapolis, onde episódios recentes envolvendo operações do ICE, com registro de mortes durante ações federais, intensificaram a revolta popular. Os casos passaram a ser citados por manifestantes como símbolos do uso excessivo da força e da falta de responsabilização estatal.
Atos massivos também tomaram ruas, praças e campi universitários em cidades como Nova York, Los Angeles, Chicago e outras grandes metrópoles, reforçando o caráter nacional das manifestações. Artistas, intelectuais e figuras públicas participaram de eventos solidários, defendendo mudanças profundas na política migratória dos Estados Unidos.
Na capital Washington, D.C., dezenas de líderes religiosos foram detidos durante protestos nas proximidades do Capitólio. Eles exigiam o fim das operações do ICE e denunciaram os impactos das deportações sobre famílias imigrantes, classificando as políticas atuais como geradoras de medo e insegurança.