Nedson acumula atrasos na Super liga e frustra o futebol de várzea
A Super Liga, organizada por Nedson, voltou a ser alvo de críticas por parte de representantes de equipes de várzea. A competição acontece, entra em campo e inicia fases, porém se transforma em um torneio arrastado, com intervalos que chegam a seis, nove meses e até mais de um ano para ser concluído.
Desde o início de suas edições, a Super Liga é apresentada por Nedson como uma oportunidade de valorização do futebol amador, com promessas de organização, calendário definido e continuidade. Na prática, no entanto, o que se repete é um modelo desgastado: a competição começa, sofre longas paralisações e retorna sem previsibilidade, fazendo com que uma única edição atravesse anos diferentes até o seu encerramento.
O problema atinge diretamente os representantes dos times de várzea, que investem tempo, recursos financeiros, logística e dedicação emocional acreditando no projeto apresentado pela organização. Atletas se comprometem, comissões técnicas são montadas e despesas são assumidas, mas a demora excessiva compromete o planejamento das equipes e desmotiva quem participa.
Na edição mais recente, partidas chegaram a ser realizadas no ano passado, porém a Super Liga entrou em mais um período de paralisação prolongada. Já em fevereiro, não há confirmação oficial sobre datas para a sequência das fases, nem comunicação clara por parte da organização sobre quando a competição será retomada.
Dirigentes ouvidos pela reportagem afirmam que o problema não é a realização da competição, mas a constante demora para sua conclusão, um cenário que se repete em diferentes edições sob a organização de Nedson. Segundo eles, a falta de um calendário respeitado e de informações transparentes acaba desvalorizando a disputa e prejudicando o futebol de várzea.
A reportagem tentou contato com Nedson, organizador da Super Liga, para esclarecimentos sobre os atrasos, o andamento da competição e a previsão de retomada das próximas fases. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta. O espaço permanece aberto para manifestação.
Enquanto isso, equipes seguem à espera, atletas sem ritmo de jogo e o futebol amador continua refém de uma competição que acontece, mas demora excessivamente para terminar.