Aprovados da Polícia Penal protestam na Aleac e cobram nomeações no primeiro dia do último ano legislativo
O primeiro dia legislativo do último ano da atual legislatura na Assembleia Legislativa do Acre foi marcado por protesto de aprovados no concurso da Polícia Penal. Integrantes de duas comissões estiveram no prédio da ALEAC para cobrar apoio dos deputados estaduais e pressionar o governo pela nomeação de candidatos que já concluíram todas as etapas do certame.
Segundo Farly Santiago, de 31 anos, representante da Comissão dos 131 aprovados e já formados, o curso de formação foi concluído em 2025, há cerca de seis meses. Ao todo, 308 candidatos participaram do curso, embora o edital previsse aproximadamente 260 vagas. O concurso foi realizado em 2023 e, até o início de 2026, apenas 170 candidatos foram nomeados, restando ainda 131 aprovados, já formados, que aguardam apenas a nomeação.
Além desse grupo, cerca de 500 candidatos excedentes também cobram providências do governo do Estado. De acordo com os manifestantes, apesar de declarações anteriores de que não haveria cadastro de reserva, o próprio governo acabou criando essa condição ao não convocar todos os previstos no edital inicial. Esses excedentes reivindicam a abertura de uma segunda turma do curso de formação, que poderia contemplar parte desse grupo.
Durante o protesto, os participantes criticaram a postura de deputados estaduais e do governador, alegando promessas não cumpridas desde 2024 e 2025. Um dos pontos centrais da manifestação foi uma decisão judicial que determinava a convocação de pelo menos 20 dos 131 aprovados para atuação na unidade da Sena Madureira. O prazo dessa decisão se encerrou nesta segunda-feira, 3 de fevereiro, sem que, até o momento, a medida tivesse sido cumprida. Conforme os manifestantes, a Procuradoria Geral do Estado informou que poderia recorrer, mas não há confirmação oficial sobre a interposição do recurso.
Os aprovados afirmam que a mobilização na Aleac busca gerar pressão logo no início do último ano legislativo da atual legislatura. A expectativa do grupo é sensibilizar os parlamentares e também a próxima governadora, Mailza Cameli, para que dê continuidade ao processo de nomeações iniciado em gestões anteriores.
Caso as promessas de convocação para o mês de fevereiro não sejam cumpridas, os candidatos temem ficar à mercê da próxima gestão, com possibilidade de novas nomeações ou abertura de uma segunda turma apenas a partir de 2027. Sem respostas concretas do governo, os aprovados dizem não enxergar outro caminho além de intensificar a mobilização e pedir apoio político para garantir a efetivação das nomeações.