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Sob a fúria das águas: mortes, destruição e o alerta que o Brasil precisa ouvir

As imagens da enchente que atingiu uma concessionária da Hyundai em Ubá impressionam pela força da correnteza, que arrastou veículos e transformou o pátio em um cenário de destruição. No entanto, o que há de mais grave nessa tragédia vai muito além dos prejuízos materiais: as chuvas já deixaram dezenas de mortos, centenas de feridos e um rastro de perdas incalculáveis.

O impacto visual dos carros sendo levados pela água simboliza a potência da natureza quando seus limites são ignorados. Mas são as vidas interrompidas que escancaram a dimensão real do desastre. Famílias foram atingidas, casas invadidas e comunidades inteiras mergulhadas no medo e na incerteza.

Não se trata apenas de um fenômeno climático isolado. A ocupação desordenada, a impermeabilização excessiva do solo, o desmatamento e a falta de planejamento urbano ampliam os efeitos das chuvas intensas. Quando rios são sufocados e áreas verdes desaparecem, a água encontra seu próprio caminho e ele quase sempre passa por ruas, comércios e residências.

A enchente que choca o Brasil precisa servir como ponto de reflexão. Não basta contabilizar prejuízos e lamentar as perdas. É urgente investir em prevenção, planejamento e preservação ambiental.

Porque sob a fúria das águas não foram levados apenas carros de uma concessionária. Foram levadas vidas. E o alerta que ecoa em meio à destruição não pode mais ser ignorado.