Alunos x servidores: como a greve na Ufac coloca interesses em lados opostos
Por: Ana Paula Melo
A nova greve na Universidade Federal do Acre (Ufac) expõe um contraste sensível dentro da própria comunidade acadêmica. De um lado, servidores técnico-administrativos que reivindicam direitos trabalhistas e o cumprimento de acordos firmados com o governo federal; do outro, estudantes que observam com apreensão os impactos da paralisação sobre a rotina universitária e seus projetos acadêmicos.
Os servidores defendem que a mobilização é legítima. Alegam que o reajuste salarial prometido foi adiado e que pontos do acordo firmado após a greve de 2024 não foram integralmente cumpridos. Para a categoria, a paralisação representa um instrumento de pressão necessário diante do que classificam como descaso por parte do governo.
A situação se torna sensível com a paralisação de serviços considerados essenciais para a vida acadêmica. A biblioteca da universidade, por exemplo, encontra-se fechada, o que impacta diretamente estudantes que dependem do espaço para estudar, acessar livros físicos, utilizar computadores ou contar com um ambiente adequado para a produção de trabalhos acadêmicos
Por outro lado, informações da própria Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac) indicam que, até agora, não há indicativo de greve por parte da categoria docente. Essa sinalização contribui para reduzir, ao menos no curto prazo, a possibilidade de uma paralisação mais ampla, embora o cenário ainda seja acompanhado com cautela pela comunidade acadêmica.