Marcio Bittar e um mandato reduzido a engajar nas redes sociais, esquecendo os interesses dos acreanos
Íam Arábar
O senador Marcio Bittar é sem dúvidas um dos principais personagens da história política do Acre em 2026. Astuto e com um comportamento um tanto quanto vil, o parlamentar voltou a chamar atenção quando decidiu participar de uma entrevista e chamou um deputado acreano, diferentemente dele, de “Jeca Tatu”, numa clara tentava de diminuir um representante dos acreanos em Brasília.
Bittar é o contraponto de tudo aquilo que deveria funcionar no Acre, no que diz respeito a assuntos legislativos. Quando olhamos o espelho digital do trabalho do senador, o que vemos são publicações quase que de idolatria para à família Bolsonaro e afins, não de como ele tem lutado para tornar o Acre um lugar melhor. Incômodo, mas faz sentido, pois o Acre é o estado que o sustenta, mas não sua terra. Seu quintal eleitoral. Por hora.
Bittar deve ser elogiado quando o assunto é ser oportunista usando o momento para se auto promover, sempre seguindo a linha extremista para se comportar como se os acreanos importassem para ele. Caminhada com Nikolas. Protestos em São Paulo. Preocupação pública com o que acontece no Irã, nada efetivamente traz resultados para o Acre. Nenhuma vírgula além da encenação para engajar nas redes sociais por meio de uma pauta que hoje ele defende, mas amanhã pode esquecer, se assim for compatível com seus planos e interesses.
A prova de que Bittar caminha de acordo com os próprios interesses é que em junho de 1984, quando completou 21 anos, Marcio Bittar estava em Moscou, então capital da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) para estudar a teoria marxista. Ele havia sido enviado ao país pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), no qual militava desde os 17 anos. A trajetória do jovem brasileiro parecia completamente oposta a do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, que na época era um recém-promovido capitão do Exército com dez anos de experiência na instituição. Em 2020, no entanto, Bittar se curvou ao bolsonarismo por entender que era o melhor caminho para seus objetivos pessoais se concretizarem. Deu certo!
Não há problemas em mudar de opinião ou lado. Mas na política isso tem nome e tarja. Bittar reduziu seu mandato a uma conduta populista pró Bolsonaro, deixando os reais interesses da população do Acre de lado. Defensor da família e dos bons costumes, o próprio senador já teve seu nome envolvido em polêmicas “hormonais”, com direito a fotos regadas à leite. Um típico alimento usado na amamentação infantil.
O lado de Bittar, é o que melhor irá lhe beneficiar. Hoje Sebastião Bocalom entende isso.