Irã negocia com a FIFA a transferência de jogos da Copa do Mundo de 2026 para o México por questões de segurança
A Federação Iraniana de Futebol, presidida por Mehdi Taj, negocia com a FIFA a transferência de suas partidas da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 dos Estados Unidos para o México. A medida decorre de preocupações com a segurança da delegação iraniana, intensificadas após declarações do presidente norte-americano Donald Trump, que afirmou não ser apropriada a presença da equipe no país por risco à integridade dos jogadores. O impasse ocorre a poucos meses do torneio, previsto para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho, com sede compartilhada entre Estados Unidos, México e Canadá.
Do ponto de vista geopolítico, a controvérsia está inserida em um contexto de escalada de tensões no Oriente Médio, agravadas por ataques militares conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei. Em resposta, autoridades iranianas, incluindo o ministro do Esporte Ahmad Donyamali, chegaram a declarar a possibilidade de boicote ao torneio. Paralelamente, surgiram entraves diplomáticos relacionados à concessão de vistos e garantias de segurança, elementos fundamentais para a participação de delegações em competições internacionais. 
Sob a perspectiva organizacional e logística, a eventual mudança de sede das partidas representa um desafio significativo para a FIFA, uma vez que o cronograma, a venda de ingressos e a infraestrutura já se encontram definidos. A seleção iraniana está alocada no Grupo G, com jogos programados em cidades norte-americanas como Los Angeles e Seattle, contra adversários como Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Alterações dessa magnitude são raras e exigiriam reestruturação operacional complexa, o que leva a entidade a manter, até o momento, o planejamento original, apesar das negociações em curso.