Casos de síndrome respiratória grave crescem no país e colocam Acre entre estados em alerta
A nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz publicado na última sexta-feira (13), aponta crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em praticamente todo o país. De acordo com o levantamento, todas as unidades da federação, com exceção de Tocantins, apresentam tendência de alta nas últimas seis semanas. Entre os estados, 12 estão em nível de alerta, risco ou alto risco, incluindo Acre, Amazonas, Pará e outros das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste.
O cenário nacional também indica aumento tanto no curto quanto no longo prazo, impulsionado principalmente pela circulação de vírus respiratórios. Entre os principais agentes identificados estão o rinovírus, o vírus sincicial respiratório (VSR) e a influenza A, responsáveis pela maior parte das hospitalizações por SRAG no período analisado.
O avanço dos casos tem atingido principalmente o público infantil. O rinovírus lidera as ocorrências, com maior impacto em crianças e adolescentes entre 2 e 14 anos, enquanto o VSR tem maior incidência em menores de 2 anos, incluindo estados da região Norte, como o Acre. Já a influenza A apresenta crescimento antecipado em diversas regiões do país, contribuindo para o aumento geral dos casos.
Dados epidemiológicos indicam que, em 2026, já foram registrados 16.882 casos de SRAG no Brasil, sendo 35,9% com confirmação laboratorial para vírus respiratórios. O rinovírus responde por 40,8% dos casos positivos, seguido pela influenza A e pelo Sars-CoV-2.