A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (1), um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão durante nova etapa da operação Exfil, que investiga a obtenção e venda de dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal e familiares. As diligências ocorreram no Rio de Janeiro e em São Paulo, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito de investigação sigilosa relacionada ao inquérito das fake news.
As apurações indicam que informações fiscais foram acessadas de forma irregular em sistemas da Receita Federal e posteriormente comercializadas. Entre os alvos dos levantamentos estão autoridades públicas, incluindo o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Na etapa anterior, realizada em fevereiro, o Supremo já havia identificado consultas sem motivação funcional e determinado medidas cautelares contra servidores suspeitos.
Nesta fase, além das buscas, foram aplicadas medidas restritivas como afastamento de cargos, monitoramento eletrônico, cancelamento de passaportes e impedimento de saída do país. A investigação também alcança possíveis acessos indevidos por órgãos como Receita Federal e Coaf, e pode avançar para perícias técnicas e quebra de sigilos caso as explicações apresentadas não sejam consideradas suficientes.


