Rio Branco, AC, 6 de abril de 2026 15:56

Mailza é senhora da própria cabeça, e tentar atribuir as decisões dela a terceiros é imoral e sujo; o Acre tem governadorA

Íam Arábar

Desde que assumiu o governo do Acre na última quinta-feira, Mailza Assis passou a ser alvo de uma enxurrada de comentários, análises e, principalmente, especulações. Em meio a esse cenário, um ponto chama atenção: a insistência de alguns em tentar atribuir suas decisões a terceiros, como se a chefe do Executivo não fosse plenamente capaz de conduzir o próprio governo.

É preciso dizer com clareza. Mailza Assis é senhora da própria cabeça.

Tudo o que acontece dentro do governo passa por ela. É pensado, avaliado e decidido por ela. Não há espaço para a narrativa de que suas escolhas são fruto de influência de “ciclano” ou “beltrano”. Esse tipo de comentário, além de desrespeitoso, reduz de forma injusta a autonomia de quem ocupa o cargo mais importante do Estado.

Mailza não governa por impulso, nem se deixa levar por pressões externas. Ela tem ciência de suas atitudes, entende o peso de cada decisão e assume as responsabilidades que o cargo exige. Mais do que isso, demonstra saber exatamente o que quer e onde pretende chegar.

Ao tentar descredibilizar suas decisões, insinuando que há sempre alguém por trás conduzindo o governo, o que se faz, na prática, é esvaziar sua autoridade. E isso não é apenas uma crítica política comum. Há um componente evidente de desvalorização que não pode ser ignorado.

Mailza Assis é a governadora do Estado. É, inclusive, a segunda mulher a ocupar esse posto em quase meio século. Esse fato, por si só, já carrega um simbolismo importante e exige, no mínimo, respeito institucional.

Não se deve desconsiderar suas palavras, nem relativizar suas decisões. Muito menos apequenar sua gestão atribuindo seus acertos ou movimentos a outras pessoas. Isso enfraquece não apenas a figura da governadora, mas o próprio debate público.

No fim das contas, o recado é simples. Mailza decide, Mailza responde e Mailza governa. Negar isso é fechar os olhos para a realidade. E, pior, é reproduzir uma postura que, ainda hoje, insiste em questionar a capacidade de mulheres em posições de poder.

Mailza Assis é senhora da própria cabeça. E qualquer tentativa de tirar isso dela diz muito mais sobre quem fala do que sobre quem governa.

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