Rio Branco, AC, 7 de abril de 2026 07:57

Com incentivos e fortalecimento do setor privado, mercado andino chegou a absorver cerca de metade das exportações acreanas 

O estudo “Da fronteira ao Pacífico: o Acre no corredor comercial andino”, elaborado pelo Fórum Empresarial do Acre com apoio do Sebrae, no final de março, apontou que o estado, nos últimos anos, tem se destacado por sua proximidade com o Pacífico e por fazer fronteira direta com os dois mercados que concentram quase toda a sua relação andina: Peru e Bolívia.Porto de Xangai fortaleceu ligações entre Acre e países andinos.

O estudo aponta que a posição geográfica, por si só, não assegura integração. Ela oferece uma vantagem potencial que só se converte em valor econômico quando é acompanhada por rotas viárias eficientes, operação aduaneira regular e uma oferta exportadora capaz de manter a continuidade.

Entre 2019 e 2025, Peru e Bolívia responderam por 99,12% do fluxo comercial do Acre com os países andinos. O Peru sozinho concentrou 79,98% desse total, enquanto a Bolívia representou 19,15%. A ligação evidencia que essa relação deixou de ser periférica para se tornar estrutural na economia local.Exportação de carne suína cresceu, aponta estudo.

Avanços no mercado

O secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict), Assurbanipal Mesquita, atribui o crescimento das exportações acreanas a um conjunto de ações estruturantes adotadas pelo governo estadual. Segundo ele, o primeiro fator decisivo foi o fortalecimento do agronegócio comercial, que ampliou a produção de milho e soja e agora avança sobre o café e outras culturas.

“Essas matérias-primas são fundamentais para viabilizar cadeias industriais exportadoras, como a de proteína suína. A Dom Porquito, por exemplo, hoje consome milho e soja produzidos no estado com custo menor do que antes”, destacou.

Assessoria Secom

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