A paralisação da área destinada ao programa habitacional escancara um impasse que vai além de questões técnicas e entra no campo da gestão pública. De um lado, a SEHURB sustenta que o terreno não pode ser doado por se tratar de área de proteção ambiental. De outro, o relatório final do Instituto de Meio Ambiente do Estado do Acre (IMAC) aponta justamente o contrário, indicando que não há impedimento ambiental para a utilização do espaço.
Enquanto os órgãos não chegam a um entendimento, quem paga o preço é a população que aguarda por moradia digna. A obra segue abandonada, sem qualquer avanço concreto, e o cenário reforça a sensação de descaso diante de uma demanda urgente.
A crítica também recai sobre a condução interna da secretaria. O ex-secretário Egleuson Santiago, atualmente nomeado como assessor CAS 8 dentro da própria pasta, é apontado como figura central nas decisões sobre o andamento dos processos, o que levanta questionamentos sobre a falta de celeridade e de interesse em destravar a situação.
Diante desse impasse, cresce a pressão por uma solução definitiva que coloque fim à burocracia e priorize quem mais precisa: as famílias que ainda esperam por uma oportunidade de acesso à moradia.


