Estudantes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) Rio Branco protagonizaram, na última sexta-feira, 10, uma eleição interna que foi além da escolha de representantes: o processo marcou um exercício real de cidadania, inclusão e participação ativa, com a definição dos novos autodefensores da instituição.

A iniciativa resultou na eleição de um casal titular e outro suplente, que irão representar os alunos da instituição durante o triênio 2026-2028. Ao todo, 85 votantes participaram do pleito, sendo 39 no período da manhã e 46 à tarde, consolidando uma mobilização expressiva dentro da comunidade escolar.

O processo contou com a participação de 11 alunos candidatos, dos quais 8 estiveram diretamente na disputa (cinco homens e três mulheres) todos do socioeducacional. Os estudantes se candidataram de forma espontânea e desenvolveram suas próprias propostas, em um ambiente que simulou uma eleição real, com direito a campanha e debates.
O resultado consagrou como titulares Carlos da Páscoa, com 31 votos, e Inná Christina, com 58 votos. Já como suplentes foram eleitos João Batista, com 26 votos, e Irma Eduarda, que recebeu 17 votos.

Antes da votação, os alunos participaram de rodas de conversa sobre política, cidadania e o papel de representantes e eleitores, compreendendo na prática o significado do voto e da escolha coletiva. A preparação também incluiu campanhas eleitorais organizadas pelos próprios candidatos.
Para o presidente da instituição, Lázaro Barbosa, o momento vai além de uma simples escolha interna e representa um avanço na construção da autonomia dos alunos. Ele destacou a importância do protagonismo das pessoas com deficiência no ambiente institucional.
A diretora pedagógica do Centro Dr. Chalub Leite, anexo à APAE, Sanmarah Alves, reforçou o caráter educativo da ação, destacando que a vivência eleitoral contribui diretamente para o desenvolvimento social e crítico dos estudantes.
Na prática, o autodefensor é o aluno eleito para atuar como porta-voz dos colegas, participando de discussões internas, sugerindo melhorias e defendendo direitos. A função fortalece a inclusão ao estimular autonomia, participação ativa e senso de pertencimento.
Realizada a cada três anos, a eleição dos autodefensores na APAE garante aos estudantes uma experiência real de democracia, mostrando que a inclusão também passa pelo direito de escolher, opinar e representar.
Assessoria


