Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em crianças menores de 2 anos aumentaram em quatro das cinco regiões do Brasil, segundo o Boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz. O avanço foi registrado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste e indica uma maior circulação de vírus respiratórios entre a população infantil, que segue como a mais afetada pelas hospitalizações.
De acordo com o levantamento referente à Semana Epidemiológica 14, entre 5 e 11 de abril, o principal fator para o crescimento das internações nessa faixa etária é o vírus sincicial respiratório. O agente é uma das principais causas de bronquiolite e outras infecções respiratórias graves em crianças pequenas, o que explica o impacto mais intenso nesse grupo.
O boletim aponta ainda que os casos graves associados à covid-19 continuam em queda no país. Ao mesmo tempo, há aumento de hospitalizações por influenza A em diferentes estados, o que reforça a circulação simultânea de vírus respiratórios e mantém a pressão sobre os sistemas de saúde em diversas regiões.
Apesar desse cenário, a tendência geral da Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil permanece estável. No entanto, 14 estados seguem com níveis de alerta, risco ou alto risco e com sinal de crescimento recente, incluindo Acre, Pará e Tocantins. O informe também destaca a importância da vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório e da população prioritária contra a influenza A como forma de reduzir complicações e internações, principalmente entre crianças e idosos.


