A crise no transporte coletivo de Rio Branco ganhou novos contornos nesta semana após a paralisação total da frota de ônibus registrada na última terça-feira (22). O cenário reacendeu críticas antigas da população e dos trabalhadores, que afirmam não buscar favores, mas sim o cumprimento de direitos básicos, como salários em dia e condições adequadas de trabalho.
Entre os principais problemas relatados estão ônibus quebrados, veículos que chegaram a pegar fogo e a precariedade geral do sistema. Trabalhadores do setor denunciam atrasos salariais, o que teria contribuído diretamente para a interrupção do serviço, afetando milhares de usuários que dependem diariamente do transporte público na capital acreana.
A situação ocorre sob a gestão do prefeito Alysson Bestene e levanta questionamentos sobre a continuidade de um problema histórico enfrentado pela cidade: um sistema de transporte ineficiente e instável.
Diante da gravidade do caso, o Ministério Público do Estado do Acre, por meio da 1ª Promotoria Especializada de Defesa do Consumidor, encaminhou um ofício à Prefeitura de Rio Branco solicitando esclarecimentos sobre a paralisação. O órgão quer entender as causas da suspensão total da frota e quais medidas estão sendo adotadas para evitar novos episódios.
Após uma negociação entre trabalhadores e a empresa RICCO Transportes, ficou combinado que ainda nesta sexta-feira (24), seria pago o adiantamento de 40% do salário de abril e a cesta básica.
Enquanto isso, a população segue enfrentando dificuldades para se locomover, evidenciando a urgência de soluções estruturais que garantam a regularidade e a segurança do transporte público na capital.


