Um crime de extrema violência registrado na madrugada do dia 29 de março continua gerando forte repercussão no município de Brasiléia. A morte de Gilson Aparecido Ferreira, de 57 anos, é investigada como homicídio qualificado, com indícios de tortura e uso de meios cruéis.
De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Civil, sob coordenação do delegado Erick Ferreira Maciel, o crime teve início por volta das 3h30, na Travessa Belém, nas proximidades da Praça Hugo Poli, na região central da cidade. A vítima teria sido abordada por dois adolescentes, ambos de 17 anos, que o acusaram de furtos na área e passaram a exigir drogas.
Conforme apurado, Gilson foi levado à força até a frente de um imóvel, onde sofreu uma série de agressões físicas. Ele teria sido atingido com socos, golpes de objeto contundente e outros meios violentos. Ainda segundo a polícia, os suspeitos também provocaram diversos ferimentos pelo corpo da vítima durante a ação.
Mesmo gravemente ferido, o homem foi arrastado por mais de 30 metros até uma área próxima a um estabelecimento comercial, onde acabou sendo abandonado. No local, a investigação aponta que houve o desfecho do crime, com um disparo efetuado à curta distância utilizando uma arma improvisada.
O corpo foi encontrado pouco tempo depois, já sem vida, apresentando múltiplas lesões em diferentes partes do corpo, além de sinais compatíveis com arrasto.
As autoridades trabalham com a hipótese de que o crime esteja relacionado a uma espécie de “tribunal do crime”, possivelmente ligado à facção criminosa Comando Vermelho. A motivação seria uma suposta punição à vítima, acusada de furtos na região.
Durante as investigações, a Polícia Civil apreendeu objetos que podem ter sido utilizados no crime, além de materiais que passarão por perícia. Imagens de câmeras de segurança também estão sendo analisadas e auxiliaram na identificação dos envolvidos.
Um dos adolescentes foi apreendido no dia 30 de abril e confessou participação no homicídio, sendo apontado como o principal responsável pelas agressões. Ele permanece à disposição da Vara da Infância e Juventude. O segundo suspeito segue foragido, e as buscas continuam.
O caso segue sob investigação, e a polícia trabalha para localizar o outro envolvido e esclarecer completamente as circunstâncias do crime.


