A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta segunda-feira (4) que a urna eletrônica pôs fim à possibilidade de fraudes nas eleições brasileiras. A declaração foi feita durante evento que marcou os 30 anos de utilização do equipamento no país.
A primeira urna eletrônica foi usada em 1996, substituindo gradualmente o antigo sistema de votação em cédulas de papel. Durante o evento, a ministra relembrou como funcionava o processo antes da modernização.
“Nesses 30 anos, acabou com a fraude eleitoral, com a possibilidade de uma pessoa votar por outra e acabou a possibilidade de ter um resultado que não corresponde ao que foi votado”, afirmou.
Segundo Cármen Lúcia, o modelo anterior, com votos depositados em urnas de lona e contagem manual, abria brechas para irregularidades e inconsistências nos resultados.
Mascote e incentivo ao voto jovem
Durante a celebração, o TSE também apresentou um novo mascote institucional chamado Pilili. O nome faz referência ao sinal sonoro emitido pela urna eletrônica ao final do voto.
A iniciativa faz parte de uma estratégia para incentivar a participação de jovens eleitores nas eleições. De acordo com a ministra, o objetivo é ampliar o engajamento de cidadãos que completarão 16 anos até a data do pleito.
“O que nós queremos é que, cada vez mais, quem chegar a ter 16 anos até o dia 4 de outubro possa votar, exercer esse seu direito e ser um verdadeiro cidadão, que diz quem ocupará os cargos de direção do país”, completou.
Calendário eleitoral
O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro, quando os eleitores irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
Caso necessário, o segundo turno para os cargos de presidente e governador será realizado no dia 25 do mesmo mês.


