O governo do Acre estruturou um Plano de Transição Energética voltado à modernização da gestão pública e à redução dos impactos ambientais no estado. A iniciativa tem previsão de implementação a partir de junho e estabelece diretrizes para diminuir custos operacionais, reduzir emissões de gases de efeito estufa e ampliar o uso de fontes renováveis nos órgãos estaduais. A coordenação é da Secretaria de Estado de Planejamento do Acre, em articulação com outras áreas da administração.
O plano está alinhado às políticas públicas de sustentabilidade e às estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas, além de integrar instrumentos de planejamento como o Plano Plurianual (PPA) e a Agenda Acre 10 Anos. A proposta segue diretrizes nacionais de transição energética, com foco na diversificação da matriz, no aumento da eficiência e na redução gradual das emissões ao longo dos próximos anos.
Entre as ações previstas estão a modernização da infraestrutura energética de prédios públicos, a inclusão de critérios de eficiência energética em contratos e obras e a redução do consumo nas atividades administrativas. O plano também contempla a instalação de sistemas de energia solar e a substituição gradual da frota oficial por veículos elétricos ou híbridos, medidas voltadas à redução de despesas e à diminuição da dependência de fontes fósseis.
A estratégia considera ainda o potencial do estado para geração de energia solar e a adoção de soluções descentralizadas em regiões isoladas. Como exemplo inicial, o governo implantou um sistema de geração de energia renovável em um prédio público em Rio Branco, utilizado como referência para a ampliação das ações. O plano integra uma política mais ampla de incorporação de práticas sustentáveis na gestão pública estadual.


