Uma proposta apresentada na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) pretende reforçar a segurança nas instituições de ensino públicas e privadas do estado por meio da implantação do protocolo internacional “Run/ Hide /Fight” (“Correr /Esconder / Reagir”). A iniciativa foi apresentada pelo deputado estadual Arlenilson Cunha (PL), por meio de indicação à Mesa Diretora da Casa, para que o Governo do Estado encaminhe um projeto de lei regulamentando a medida.
O protocolo é amplamente utilizado em diversos países como mecanismo de resposta rápida diante de ameaças ativas, especialmente em situações de ataques armados, invasões violentas e episódios de extrema violência em ambientes coletivos. A proposta prevê treinamento periódico de professores, estudantes e servidores, além de palestras, simulações práticas e integração com órgãos de segurança pública e emergência.
De acordo com o texto apresentado, a metodologia seria dividida em três etapas principais. A primeira, denominada “Run” (Correr), orienta a evacuação rápida e organizada do local de risco, com rotas de fuga previamente definidas. A segunda, “Hide” (Esconder), prevê o uso de áreas seguras, bloqueio de portas e procedimentos de proteção silenciosa. Já a terceira etapa, “Fight” (Reagir), seria adotada apenas em situações extremas, quando não houver possibilidade de fuga ou abrigo seguro.
O projeto também estabelece que os treinamentos deverão respeitar critérios pedagógicos e psicológicos, sendo adequados à faixa etária dos estudantes para evitar impactos emocionais negativos. Além disso, o Estado poderá firmar parcerias com instituições como Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e especialistas em gestão de crises.
Na justificativa, o parlamentar argumenta que a proposta surge diante do crescente número de episódios de violência em escolas registrados no Brasil e no mundo, defendendo que a preparação preventiva pode ser determinante para salvar vidas em situações de emergência. A matéria ainda deverá passar pela análise da Assembleia Legislativa e, caso avance, dependerá do envio formal do Executivo estadual para tramitação legislativa.


