Rio Branco, AC, 3 de junho de 2026 10:52

Anvisa determina recolhimento de lote da água mineral Crystal após detecção de bactéria

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira (3) a Resolução nº 2.247/2026, informando o recolhimento voluntário de um lote da Água Mineral Natural sem Gás da marca Crystal após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto.

O lote afetado é o LZ1 VAL200127 3 P 200126, fabricado pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda, sediada em Luziânia (GO). Segundo a Anvisa, a própria fabricante iniciou o recolhimento após a confirmação da contaminação por meio de análises laboratoriais.

O lote é composto por 374,4 mil garrafas de 500 ml, distribuídas principalmente no Distrito Federal, além de municípios de Goiás, Tocantins e cidades do interior de São Paulo. De acordo com a empresa, não há registros de reclamações de consumidores relacionadas ao produto nos canais oficiais de atendimento.

A contaminação foi identificada após análise realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), em amostra coletada durante uma ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). A contraprova confirmou a presença da bactéria, resultando na emissão do Laudo de Análise Fiscal Definitivo.

Diante da confirmação, a Divisa-DF determinou a interdição do local e comunicou o caso à Anvisa, que passou a acompanhar as medidas adotadas pela empresa.

Orientações aos consumidores

A Anvisa orienta os consumidores a verificarem se possuem em casa unidades do lote LZ1 VAL200127, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027.

“Caso tenham o produto em casa, não devem consumi-lo e precisam aguardar as orientações públicas da empresa sobre devolução e reembolso”, informou a agência.

Segundo informações apresentadas pela fabricante, o recolhimento começou imediatamente após a identificação do problema e cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis para compra nas prateleiras.

A Anvisa informou ainda que a Mineração Bom Jesus apresentou documentos comprovando a abertura de uma investigação interna para apurar as possíveis causas da contaminação.

“A investigação sobre o caso segue em andamento, com acompanhamento da Anvisa e das vigilâncias sanitárias envolvidas. Até o momento, as informações disponíveis, incluindo o laudo fiscal e as evidências apresentadas, indicam ocorrência restrita ao lote informado”, destacou a agência.

Empresa afirma que problema está restrito ao lote

Em nota, a Mineração Bom Jesus informou que o lote foi envasado em janeiro deste ano e teve distribuição restrita ao Distrito Federal, municípios específicos de Goiás e Tocantins, além das cidades paulistas de Sorocaba, Itapetininga, Itu, São Roque e Tatuí.

A empresa afirmou que, desde a notificação da contaminação, realizou análises em mais de 300 amostras coletadas durante o processo produtivo e nos produtos acabados, todas com resultado negativo para microrganismos indicadores de contaminação.

A fabricante reforçou seu “compromisso permanente com elevados padrões de qualidade e segurança, reconhecidos internacionalmente, e seguimos cooperando de forma técnica, responsável e transparente com as autoridades competentes”.

A nota também ressalta que a ocorrência está relacionada exclusivamente ao lote informado e não afeta outros produtos da marca Crystal.

Consumidores que possuam unidades do lote P 200126, identificado na embalagem como LZ1 VAL200127 3 P 200126, devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para receber orientações sobre substituição ou reembolso. O atendimento é realizado pelo telefone 0800 061 5000 e pelo e-mail contato@brasal.com.br.

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