Rio Branco, AC, 3 de junho de 2026 15:37

O celular do seu apoiador pode colocar o seu mandato em risco?

Imagine você candidato ou político que quer ser reeleito a seguinte situação. Você passa meses e até mesmo anos construindo sua pré-campanha. Contrata toda uma equipe, investe em comunicação, percorre bairros, participa de reuniões e conquista diversos apoiadores.

Até que chega o dia da eleição e você VENCE!!!!! A alegria será indescritível….

Porém, alguns meses depois você recebe uma notificação da Justiça Eleitoral informando a existência de uma investigação envolvendo atos praticados durante a campanha.

O motivo?

Não foi uma publicação feita por você, não foi uma propaganda produzida por sua equipe. FOI UMA POSTAGEM FEITA POR UM APOIADOR.

Nas eleições modernas, o maior risco nem sempre está no adversário, principalmente nessa era digital em que cada celular é um potencial captador de provas. Muitas vezes, ele está no excesso de confiança dos próprios aliados.

Não por acaso, a Resolução nº 23.755/2026 do Tribunal Superior Eleitoral trouxe importantes atualizações para as eleições deste ano, dedicando atenção especial ao ambiente digital, ao uso da inteligência artificial e à circulação de conteúdos nas redes sociais. A mensagem é clara: as campanhas estão cada vez mais conectadas, mas também cada vez mais fiscalizadas e se não houver um profissional para acompanhá-lo, você pode colocar tudo a perder.

As eleições do ano de 2026 representarão um marco extremamente importante. Pela primeira vez, candidatos, partidos e equipes de campanha enfrentarão de forma maisintensa os desafios decorrentes do uso da inteligência artificial em ambiente eleitoral.

Ferramentas capazes de criar imagens, vídeos e áudios extremamente realistas já fazem parte da realidade política e exigem cautela redobrada.

Muitos candidatos acreditam que o risco eleitoral termina no dia da votação. Porém, este é um equívoco enorme. A realidade é que campanhas e mandatos estão cada vez mais expostos ao olhar atento de adversários políticos, órgãos de fiscalização, Ministério Público Eleitoral e de toda a sociedade. E sabemos que em um ambiente digital, praticamente tudo deixa rastros.

A pergunta que todo candidato deveria fazer não é apenas “como conquistar votos?”, mas também “como proteger minha candidatura, minha reputação e o mandato que pretendo exercer?”.

É justamente nesse cenário que ganha relevância o compliance eleitoral: um conjunto de medidas preventivas destinadas a orientar equipes, monitorar riscos, estabelecer protocolos e reduzir a possibilidade de que erros evitáveis se transformem em problemas jurídicos.

Na política, conquistar votos é importante, mass proteger o mandato pode ser ainda mais.

PERGUNTA QUE FICA

Quanto vale o trabalho de uma vida inteira dedicada à política?

E agora sabendo disso, você arriscaria tudo por um erro evitável?

JOÃO VICTOR ANDRADE – OAB/AC 3420

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