O prefeito do Rio de Janeiro decidiu manter a demissão de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, mesmo após a Justiça conceder perdão à condenação que ela havia recebido por omissão diante das agressões sofridas pelo filho. A confirmação foi feita nesta quinta-feira (4) pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), que se manifestou por meio das redes sociais e afirmou que a ex-servidora não retornará aos quadros da administração municipal.
Monique atuava como professora da rede pública e estava afastada do cargo desde janeiro de 2023. Em março deste ano, a demissão foi oficializada pela Secretaria Municipal de Educação. A decisão administrativa ocorreu em meio à repercussão do caso Henry Borel, que morreu em março de 2021, aos quatro anos de idade. As investigações concluíram que a criança foi vítima de agressões, e o ex-vereador Dr. Jairinho acabou condenado a mais de 43 anos de prisão pelo crime.
Ao comentar a decisão judicial que beneficiou Monique, Cavaliere declarou que a Prefeitura adotará todas as medidas cabíveis para impedir seu retorno às salas de aula da rede municipal. Segundo ele, embora a ex-servidora tenha o direito de reconstruir sua vida profissional, a administração entende que sua permanência no serviço público, especialmente na área da educação, não é compatível com a gravidade e a repercussão do caso.
Leia a publicação na íntegra:
“Causa certa perplexidade a decisão da Justiça de perdoar a pena de Monique Medeiros, condenada pelo homicídio culposo do próprio filho, o menino Henry Borel. Uma criança inocente e indefesa, alvo de constantes agressões, que foi brutalmente torturada e assassinada dentro de casa pelo padrasto Jairinho condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão. Tudo na presença da mãe.
Decisão judicial não se discute, se cumpre. Independentemente disso, quero informar que a decisão da Prefeitura do Rio de manter Monique Medeiros fora de seus quadros ESTÁ INTEGRALMENTE MANTIDA. Enquanto prefeito, pai e cidadão, farei de tudo para assegurar que as salas de aula sejam um ambiente não só de aprendizado, mas de proteção e respeito às nossas crianças. E não medirei esforços para garantir que esta ex-servidora jamais retorne aos quadros da Prefeitura.
Lembro que em 24 de janeiro de 2023 a @Prefeitura_Rio afastou Monique (então professora da rede municipal) com base no art. 186 da Lei nº 94 do Estatuto dos Funcionários Públicos do Rio e que desligou e demitiu esta ex-servidora, em março deste ano, definitivamente dos quadros da Secretaria de Educação.
Essa é a única decisão possível capaz de proteger a comunidade escolar do Rio de Janeiro e que preserva os direitos garantidos pela justiça a Monique. Que ela siga sua vida com um trabalho digno e honesto. Mas longe das salas de aula da rede municipal.”


