A Polícia Federal concluiu o inquérito que apura supostas irregularidades relacionadas à realização da Expoacre 2023 e indiciou o empresário e organizador de eventos Júlio César Moura de Farias, conhecido como Roxinho.
De acordo com relatório elaborado pela Superintendência Regional da Polícia Federal no Acre, os investigadores identificaram indícios que apontariam para a possível solicitação de vantagem indevida durante tratativas envolvendo a organização da maior feira agropecuária do estado.
Entre os elementos analisados pela PF estão mensagens obtidas ao longo da investigação, nas quais interlocutores fazem referências a recursos financeiros relacionados ao evento. Em um dos trechos destacados no relatório, aparece a expressão “mina de ouro”, interpretada pelos investigadores como uma possível referência ao potencial financeiro associado à Expoacre.
O documento também menciona mensagens atribuídas ao policial militar Saymo de Paula. Segundo a Polícia Federal, os diálogos indicariam que pessoas ligadas à organização do evento teriam a possibilidade de obter vantagens financeiras decorrentes da realização da feira. Em outro trecho citado pela autoridade policial, surge a expressão “cheque em branco”, considerada relevante para a apuração dos fatos.
Além das mensagens, a investigação reuniu fotografias, registros de encontros e publicações em veículos de comunicação. De acordo com a PF, esse material foi utilizado para contextualizar a atuação dos investigados e demonstrar a relação entre pessoas envolvidas no planejamento e execução da Expoacre 2023.
Entre os documentos anexados ao inquérito estão imagens de reuniões relacionadas ao evento, fotografias dos investigados e reproduções de reportagens consideradas pertinentes para a compreensão do caso.
O indiciamento representa a conclusão da fase policial da investigação e indica que a Polícia Federal entendeu haver elementos suficientes para atribuir participação aos investigados nos fatos apurados. A medida, contudo, não significa condenação.
Com o encerramento do inquérito, o material será encaminhado ao Ministério Público Federal, que poderá oferecer denúncia à Justiça Federal, solicitar novas diligências ou requerer o arquivamento do procedimento.
A defesa dos investigados ainda poderá se manifestar sobre as conclusões apresentadas pela Polícia Federal ao longo da tramitação do caso.


