O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, defendeu nesta segunda-feira (22) a criação de um regime de trabalho por hora como alternativa à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A proposta, segundo ele, buscaria ampliar a formalização de trabalhadores que hoje atuam sem vínculo empregatício.
A declaração foi feita durante o evento “Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. No encontro, Zema afirmou que a reforma trabalhista de 2017 teria sido enfraquecida nos últimos anos e defendeu o retorno ao modelo aprovado naquele período.
“Precisamos voltar no mínimo para aquela reforma que foi aprovada em 2017. Se possível, avançar mais”, declarou. Em outro momento, o governador criticou a rigidez da legislação atual e disse defender maior liberdade de escolha nos modelos de contratação. “Como a CLT, a esquerda morre de amor por ela. E ela já vai completar 100 anos. Nós vamos deixá-la e vamos ter uma opção da CLT”, afirmou.
Zema também comparou diferentes regimes de trabalho aos modelos de casamento previstos na legislação brasileira e defendeu a criação de contratos por hora, semelhantes aos adotados em outros países. Segundo ele, “isso vai formalizar milhões de brasileiros que hoje não conseguem um contrato de trabalho formal”. Ele ainda criticou a judicialização das relações trabalhistas e afirmou: “Nós temos aqui um lobby no Judiciário que tudo que avança nesse país é desfeito”.


