Uma sequência de terremotos registrada entre quarta-feira (24) e quinta-feira (25) nos Estados Unidos, no Japão e na Venezuela chamou a atenção da população e gerou questionamentos sobre uma possível ligação entre os abalos. Os tremores ocorreram em um curto intervalo de tempo, mas em regiões geologicamente distintas, o que levou especialistas a analisarem a coincidência dos eventos.
Na quarta-feira (24), um terremoto de magnitude 5,6 atingiu o norte da Califórnia, nos Estados Unidos. No mesmo período, um forte tremor foi sentido no Japão, incluindo a região de Tóquio. Já na Venezuela, dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 foram registrados na quinta-feira (25), com apenas cerca de 40 segundos de diferença, provocando destruição em áreas urbanas e costeiras do país.
O pesquisador José Alexandre Nogueira, do Centro de Sismologia da USP, afirmou que não existem evidências científicas de que os terremotos estejam relacionados. Segundo o especialista, os abalos ocorreram em sistemas tectônicos distintos e a grande distância entre os países impede qualquer associação entre os eventos. Nogueira destacou que terremotos podem, em algumas situações, desencadear outros tremores a grandes distâncias, mas que esse não é o caso dos episódios registrados nesta semana.
Na Venezuela, a presidente interina Delcy Rodríguez informou, durante pronunciamento transmitido pela emissora estatal VTV na manhã de quinta-feira (25), que os terremotos deixaram 589 mortos e 2.980 feridos. José Alexandre Nogueira também explicou que a proximidade entre os dois fortes abalos venezuelanos contribuiu para a gravidade dos danos, além de fatores como profundidade do sismo, características do solo, densidade populacional e qualidade das construções existentes nas áreas atingidas.


