Rio Branco, AC, 2 de julho de 2026 10:16

Preocupação de pais e responsáveis com segurança e privacidade reduz uso de celulares entre crianças, aponta IBGE

A preocupação com a segurança e a privacidade das crianças tem levado cada vez mais famílias a adiarem a entrega do primeiro celular aos filhos. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, em 2025, houve a primeira redução na proporção de crianças de 10 a 13 anos com telefone celular desde o início da série histórica, em 2016. Atualmente, 55,2% dos brasileiros dessa faixa etária possuem o aparelho, índice 1,5 ponto percentual inferior ao registrado no ano anterior.

Segundo o levantamento, a principal justificativa apresentada pelos pais e responsáveis para não oferecer um celular às crianças é a preocupação com a privacidade e a segurança, motivo citado por 32% dos entrevistados. O percentual representa um avanço expressivo em relação aos anos anteriores e reflete a crescente atenção das famílias aos riscos relacionados à exposição nas redes sociais e ao ambiente digital. A pesquisa também identificou uma leve redução no acesso à internet entre crianças de 10 a 13 anos, tornando esse o único grupo etário a registrar queda tanto no uso de celulares quanto na conexão à rede.

Enquanto as crianças apresentam um movimento de maior cautela no acesso à tecnologia, os idosos seguem na direção oposta. Em 2025, aumentou a proporção de pessoas com mais de 60 anos que utilizam internet e telefone celular, impulsionada pela necessidade de acessar serviços bancários, plataformas públicas e realizar compras online. Para o IBGE, a digitalização do cotidiano tem incentivado esse público a ampliar sua inclusão tecnológica, embora muitos ainda apontem a falta de conhecimento sobre o uso dos dispositivos como principal obstáculo para a conectividade.

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