Rio Branco, AC, 3 de julho de 2026 13:41

Estudo da Fiocruz abre caminho para nova vacina contra a malária

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgaram na quarta-feira (1º) um estudo que pode representar um avanço no desenvolvimento de uma vacina mais eficaz contra a malária. Publicada na revista científica Nature, a pesquisa identificou um conjunto inédito de fragmentos de proteínas do parasita Plasmodium, descoberta que poderá contribuir para a criação de um imunizante com potencial para proteger contra diferentes espécies do microrganismo e atuar em várias fases da infecção.

O estudo adotou uma estratégia diferente da utilizada pelas vacinas atualmente disponíveis. Em vez de concentrar a investigação apenas na produção de anticorpos, os cientistas analisaram a atuação dos linfócitos T CD8+, células do sistema imunológico capazes de reconhecer e eliminar células infectadas. Durante a pesquisa, foram identificados 453 fragmentos de proteínas provenientes de 166 proteínas do parasita, muitas delas essenciais para sua sobrevivência e presentes em diferentes momentos do ciclo de vida.

Os pesquisadores também verificaram que esses fragmentos provocaram resposta imunológica em pessoas infectadas por diferentes espécies de malária e em testes realizados com camundongos e primatas. Em alguns modelos experimentais, os antígenos contribuíram para reduzir a quantidade de parasitas, resultado considerado um indicativo de que esses alvos podem oferecer proteção contra a doença.

Embora os resultados sejam considerados promissores, os cientistas ressaltam que o desenvolvimento de uma vacina ainda depende de novas etapas de pesquisa, incluindo validações e testes clínicos. A expectativa é que a descoberta sirva de base para futuros estudos voltados à criação de um imunizante com proteção mais ampla e duradoura, capaz de combater diferentes espécies do parasita responsável pela malária.

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