A Justiça do Ceará concedeu medidas protetivas de urgência à mãe da bebê de 10 meses que morreu asfixiada em Fortaleza, na última segunda-feira (13). A decisão foi tomada contra o pai da criança. Segundo o advogado da mulher, Weryd Simões, a medida reconhece um histórico de violência doméstica e busca garantir a segurança da vítima diante das circunstâncias do caso.
Em nota, a defesa informou que a decisão judicial foi baseada em relatos de sucessivas violências domésticas e familiares, além de ameaças, ataques e disseminação de conteúdo ofensivo nas redes sociais. O advogado afirma que a mãe teria sido vítima, ao longo dos anos, de agressões físicas, psicológicas, morais e patrimoniais, e cita ainda antecedentes criminais do pai da criança como parte dos elementos considerados pela Justiça.
A defesa também sustenta que a concessão das medidas protetivas afasta versões divulgadas nas redes sociais sobre a morte da bebê. Conforme o advogado, a decisão foi fundamentada na análise de documentos e provas reunidas durante a investigação, enquanto a apuração das responsabilidades continuará sendo conduzida pelas autoridades competentes.


