A motorista de 50 anos que conduzia o veículo envolvido no atropelamento que matou o trabalhador terceirizado José Maria Ferreira da Silva, de 53 anos, apresentou-se espontaneamente à Polícia Civil nesta segunda-feira (20) para prestar esclarecimentos sobre o caso. Ela foi ouvida pelo delegado Cleylton Videira, na 3ª Delegacia Regional, localizada no Conjunto Tucumã, em Rio Branco.
O acidente aconteceu na manhã da última sexta-feira (17), na Avenida Beija-Flor, principal acesso ao bairro Novo Calafate. José Maria foi atropelado enquanto seguia para o trabalho e morreu ainda no local devido à gravidade dos ferimentos.
Durante o depoimento, a motorista admitiu que dirigia o automóvel envolvido no acidente, mas afirmou que não percebeu ter atropelado uma pessoa. Segundo ela, sentiu apenas que o veículo havia colidido com algum objeto e, como não visualizou nada na pista, continuou o percurso.
A mulher declarou ainda que só tomou conhecimento da morte do trabalhador após a repercussão do caso na imprensa. Ela também negou ter fugido do local sem prestar socorro.
“Percebia que tinha batido em alguma coisa e, como não vi nada, prossegui meu caminho. Só fiquei sabendo do acidente através da imprensa. Jamais deixaria de prestar assistência a uma pessoa, independentemente da situação”, afirmou durante o depoimento.
A Polícia Civil continua investigando o caso. O depoimento da motorista será confrontado com as provas já reunidas, incluindo laudos periciais, imagens e demais elementos da investigação, para esclarecer as circunstâncias do atropelamento e definir as medidas cabíveis.


