Mulheres que realizaram o exame toxicológico exigido para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) denunciaram cortes excessivos de cabelo durante a coleta do material em laboratórios de diferentes estados. Os relatos, feitos principalmente nas redes sociais, mostram falhas visíveis no cabelo após procedimentos que, segundo as candidatas, teriam retirado uma quantidade maior de fios do que o necessário.
As reclamações aumentaram após a exigência do exame toxicológico para candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B, determinada pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) a partir de maio de 2024. Entre os relatos estão casos em São Paulo, Paraíba e Distrito Federal, onde mulheres afirmam que erros durante a coleta fizeram com que fosse necessário retirar novas amostras de cabelo, algumas vezes mais de uma vez no mesmo dia.
O procedimento correto prevê a retirada de uma pequena quantidade de fios, geralmente equivalente à espessura da carga de uma caneta esferográfica. Conforme orientações de especialistas, a coleta deve ser feita preferencialmente na região da nuca, com cerca de três centímetros de comprimento a partir da raiz, permitindo identificar o consumo de determinadas substâncias nos últimos 90 dias sem causar alterações perceptíveis no visual.
Candidatas que denunciaram os problemas afirmam ter enfrentado dor durante cortes próximos ao couro cabeludo e impactos emocionais relacionados à mudança estética provocada pela retirada dos fios. Em casos de suposto corte abusivo, especialistas orientam que a pessoa registre imagens do resultado, procure a Polícia Civil para formalizar a ocorrência, comunique o Detran responsável e avalie medidas judiciais por possíveis danos morais e estéticos.


