A família de Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, foi informada pela Creche Luz do Brás, na região central de São Paulo, apenas de que o bebê havia “passado mal” antes de ser levado ao hospital. Segundo mensagens obtidas pelo Metrópoles, a unidade não informou aos responsáveis sobre a gravidade da situação, após a criança ficar com a cabeça presa entre uma grade e uma parede da instituição na quarta-feira (22).
A comunicação enviada ao pai dizia que Abdoulaye havia passado mal e que a equipe estava levando o bebê para atendimento médico. De acordo com o advogado da família, Erson de Oliveira, a mensagem fez os pais acreditarem que se tratava de uma situação menos grave. Ainda segundo a defesa, a criança estava sem supervisão de funcionários no momento do acidente e servidores da unidade participavam de uma confraternização quando o caso ocorreu.
A Polícia Civil investiga a conduta de cinco funcionários da Creche Luz do Brás, incluindo a diretora, a coordenadora, uma professora, uma pedagoga e outro funcionário. O caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e é apurado pelo 8º Distrito Policial (Brás). A Secretaria Municipal de Educação informou que abriu um procedimento administrativo para investigar as circunstâncias da morte, além da apuração policial.


