O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou nesta segunda-feira (17) que programas sociais deveriam exigir contrapartidas dos beneficiários. A declaração foi feita durante a 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo, onde o ex-governador de Minas Gerais também defendeu mudanças nas regras de acesso e permanência nesses benefícios.
“Revisão dos programas sociais, que hoje só tem porta de entrada e não tem porta de saída. Muita fraude e muito mau uso. Quem recebe, tiver 3 ofertas de emprego e recusar as 3, vai ter o pagamento suspenso. Quem recebe e não tem o ensino fundamental concluído ou ensino médio concluído, vai ter de concluir. Tem que ter contrapartida”, disse Zema.
Em outro momento, o candidato afirmou que os programas estariam contribuindo para a formação de uma “geração de imprestáveis” que, segundo ele, prefere trabalhos informais a empregos com carteira assinada. Zema propôs que beneficiários que recusarem três ofertas de emprego tenham os pagamentos suspensos, mas não especificou quais programas sociais seriam submetidos à regra.


