Rio Branco, AC, 23 de agosto de 2026 11:48

Outro lado: equipe de segurança informa que funcionária do PS agiu contra as normas do hospital e não gostou de ser contrariada

Uma funcionária do Pronto-Socorro de Rio Branco se envolveu em uma confusão na noite deste sábado (22), após insistir em permanecer dentro do setor de Trauma da unidade, mesmo diante da orientação para deixar o local. Segundo relatos, a situação ocorreu em meio à superlotação do setor, que atendia pacientes em estado grave e contava também com presos escoltados por policiais penais.

De acordo com informações apuradas pela reportagem, a mulher trabalha no setor de laboratório do Pronto-Socorro e teria acompanhado familiares até o Trauma. Após receber informações da equipe médica e concluir o atendimento, ela teria sido orientada a deixar o setor, já que a unidade não permite a permanência de acompanhantes no local, independentemente de serem funcionários ou não.

Mesmo após a orientação, a mulher teria insistido em permanecer na área. Diante da situação, a equipe do Trauma entrou em contato com o setor de Acolhimento, cujo supervisor solicitou apoio da segurança do Pronto-Socorro para realizar a retirada das pessoas que permaneciam na sala do Trauma. Foi a partir desse momento que teve início a confusão.

Segundo relatos dos seguranças envolvidos na ocorrência, a mulher tentou impedir que o marido fosse retirado do Trauma. Durante a discussão, ela teria empurrado um dos profissionais, colocado o dedo no rosto dele e dado um tapa em seu peito, além de fazer ameaças.

Um dos profissionais relatou que, em determinado momento, precisou retirar a mão da mulher de seu rosto. Segundo ele, ela teria colocado o dedo novamente após a primeira intervenção, sendo necessário afastá-la mais uma vez.

Ainda conforme os relatos, a mulher questionou a presença dos policiais penais dentro do Trauma e teria afirmado que eles não seriam policiais. Naquele momento, havia três policiais penais realizando a escolta de presos que também recebiam atendimento médico.

A situação ocorreu em um momento considerado crítico para o setor, que estava superlotado e recebia pacientes vítimas de acidentes de trânsito ocorridos em Rio Branco e no interior do estado. Havia ainda pacientes em estado grave necessitando de atendimento médico.

Após a confusão, a segurança retirou a mulher, o marido e a filha do interior do Pronto-Socorro. Segundo informações, outro familiar também estava na sala do Trauma recebendo atendimento médico.

Norma interna

Conforme informações repassadas à reportagem, o Trauma do Pronto-Socorro não permite a permanência de acompanhantes, sendo uma norma interna aplicada de forma geral. A regra, segundo a unidade, vale para adultos, crianças, familiares e também funcionários da própria instituição.

A reportagem esteve no Pronto-Socorro após tomar conhecimento da confusão e conversou com profissionais que estavam de plantão. Testemunhas relataram que não teria ocorrido agressão física por parte dos seguranças contra a mulher e afirmaram que, durante a retirada, ela teria resistido e empurrado os profissionais na tentativa de impedir que o marido deixasse o setor.

A situação ocorreu durante a noite deste sábado (22), no Pronto-Socorro de Rio Branco.

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