Uma diarista de 37 anos escapou de uma possível tragédia após ser atingida por uma linha cortante no rosto e no pescoço enquanto pilotava uma motocicleta pela Rua Franco Ribeiro, no bairro Wanderley Dantas, em Rio Branco. O caso aconteceu no último sábado (22). A filha da vítima, de 18 anos, estava na garupa e não ficou ferida.
Segundo a motociclista, a linha atingiu primeiro o pescoço e depois subiu em direção ao rosto, provocando cortes na região da sobrancelha, próximo ao olho e ao nariz. A mulher ainda precisou percorrer entre 100 e 200 metros tentando retirar a linha enquanto pilotava a motocicleta.
O episódio chama atenção para os riscos do uso de cerol e outras linhas cortantes, que podem provocar cortes graves em motociclistas, ciclistas e pedestres. A vítima contou que ficou muito abalada e decidiu mudar o trajeto que utiliza diariamente por medo de passar novamente pelo local.
No Acre, a Lei Estadual nº 4.394, de 13 de agosto de 2024, proíbe o uso, a posse, a fabricação e a comercialização de linhas cortantes feitas com cerol e outros produtos de efeito cortante, como as chamadas linhas chilena e indonésia. A legislação também determina que a soltura de pipas deve ocorrer em pipódromos ou locais devidamente sinalizados.
A lei prevê ainda que o descumprimento das regras pode gerar responsabilidade penal e civil. Para pessoas físicas, a legislação estabelece multa de R$ 500 a R$ 2.500, com possibilidade de dobrar em caso de reincidência. Fabricantes e comerciantes irregulares também podem sofrer apreensão dos produtos, suspensão ou cassação do alvará e multas que variam de R$ 2 mil a R$ 30 mil.
O caso da diarista reforça a necessidade de conscientização e fiscalização. Soltar pipa pode ser uma atividade de lazer, mas deve ser realizada com segurança e longe de ruas e avenidas. Tendo em vista que no último dia 11 um motociclista também foi atingido no pescoço por linha com cerol.


