Rio Branco, AC, 27 de agosto de 2026 18:00

Enchentes no Nepal e no Tibete deixam ao menos 392 mortos e mais de 1,3 mil desaparecidos

Ao menos 392 pessoas morreram após enchentes repentinas atingirem áreas do Nepal e do Tibete, na região do Himalaia. O desastre ocorreu na quarta-feira (26) e deixou mais de 1,3 mil pessoas desaparecidas, segundo balanço atualizado nesta quinta-feira (27).

No Nepal, 826 pessoas estão desaparecidas, entre elas quase 500 estrangeiros de mais de 20 países. Já no Tibete, região autônoma da China, as autoridades contabilizam 558 desaparecidos, incluindo 260 estrangeiros. Equipes de resgate utilizam helicópteros e milhares de agentes participam das buscas.

As investigações indicam que a tragédia pode ter sido provocada pelo colapso de uma geleira. Pesquisadores identificaram um bloco de gelo com cerca de 600 metros de largura que teria despencado de uma altitude próxima a 5.200 metros, desencadeando uma avalanche e um fluxo de água e detritos em direção ao rio Bhote Koshi.

Inicialmente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) chegou a registrar um terremoto de magnitude 4,4 na região, mas posteriormente corrigiu a informação. Segundo o órgão, os sinais sísmicos foram provocados pelo próprio colapso da geleira e pelo deslocamento de detritos, e não por um terremoto.

As enchentes destruíram casas, pontes e estradas e deixaram comunidades isoladas. As autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar à medida que as equipes conseguem chegar às áreas mais atingidas. O Nepal é especialmente vulnerável ao derretimento e à instabilidade das geleiras do Himalaia, fenômenos que vêm sendo associados ao aumento das temperaturas na região.

Foto: Prabin Ranabhat/AFP via Getty Images

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