Rio Branco, AC, 5 de setembro de 2026 10:23

Advogados buscam saber se crianças desaparecidas no Pará e no Maranhão estão entre 163 resgatadas nos EUA

Advogados de duas famílias brasileiras que procuram crianças desaparecidas estão tentando descobrir se os menores podem estar entre os 163 resgatados em uma operação realizada na Flórida, nos Estados Unidos. Um dos casos é o de José Arthur Sousa Barros, de dois anos, desaparecido em Eldorado dos Carajás, no Pará, em 26 de março. O outro envolve os irmãos Ágatha Isabelle e Alan Michael, de seis e quatro anos, respectivamente, que desapareceram em Bacabal, no Maranhão, no dia 4 de janeiro.

No caso de José Arthur, o advogado da família encaminhou um requerimento à Polícia Federal no Pará pedindo que as autoridades brasileiras façam contato com os Estados Unidos para verificar se o menino está entre os menores localizados. A defesa quer que informações como características físicas, reconhecimento facial, impressões digitais, documentos e registros migratórios sejam comparadas. Em Bacabal, Ágatha e Alan desapareceram junto com o primo Anderson Kauã, de oito anos. Ele foi encontrado três dias depois e voltou para a família, mas os irmãos continuam sem paradeiro conhecido. A advogada Nathaly Moraes, que representa a mãe das crianças, também procurou o Consulado do Brasil em Miami para solicitar informações sobre os menores resgatados.

A operação que motivou a busca das duas famílias foi a Statewide Shield, realizada entre 17 e 21 de agosto na Flórida. Ao todo, 163 crianças e adolescentes, com idades entre dois meses e 17 anos, foram resgatados. Segundo as autoridades americanas, os menores estavam expostos a situações de abuso, negligência, exploração e outras atividades criminosas. As crianças são de 12 nacionalidades diferentes, incluindo brasileiros, e parte delas ainda não havia sido identificada quando as informações sobre a operação foram divulgadas.

Até o momento, não há confirmação de que José Arthur, Ágatha ou Alan estejam entre os menores resgatados nos Estados Unidos. As famílias aguardam respostas das autoridades enquanto os advogados tentam cruzar as informações dos desaparecidos com os dados das crianças localizadas na operação.

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