Heddy Lamar de Araújo e o filho, Bernardo Lucas, de 13 anos, foram encontrados mortos após uma sequência de acontecimentos investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais. O principal suspeito é Bruno Alexandre Ferreira, que mantinha um relacionamento extraconjugal com Heddy havia cerca de dois anos.
Heddy saiu de casa durante a madrugada de 25 de setembro de 2024, em Belo Horizonte, para se encontrar com Bruno, mas não retornou. Horas depois, o corpo dela foi encontrado no município de Vespasiano, sem documentos e com sinais de violência. A perícia apontou que a vítima morreu por asfixia.
Como o corpo ainda não havia sido identificado, ninguém sabia que Bernardo permanecia sozinho no apartamento. O adolescente era autista, não verbal e totalmente dependente dos cuidados da mãe.
Bernardo ficou cerca de oito dias trancado sozinho em um quarto, sem alimentos, água e sem condições de pedir ajuda. Quando a polícia chegou ao imóvel, o adolescente já estava morto. A investigação apontou que ele morreu em decorrência de fome e desidratação.
Durante as investigações, a Polícia Civil chegou até Bruno. Segundo a apuração, ele acreditava que Heddy havia provocado o fim do casamento dele e teria planejado a morte da mulher. Imagens de câmeras de segurança, quebras de sigilo e contradições nos depoimentos fizeram parte do inquérito.
Bruno foi preso preventivamente em dezembro de 2025 e indiciado pelo feminicídio de Heddy e também pela morte de Bernardo, considerada consequência direta do assassinato da mãe. Ele negou envolvimento nos crimes.
Até a última atualização pública disponível, o investigado permanecia à disposição da Justiça. Não há informações confirmadas sobre julgamento ou condenação no caso.


