O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que os Correios mantenham pelo menos 80% do efetivo em atividade durante a greve nacional dos trabalhadores da estatal. A paralisação começou na última quinta-feira (10) e segue por tempo indeterminado.
A decisão foi proferida no sábado (12) pelo presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, após os Correios recorrerem ao tribunal para garantir o funcionamento dos serviços. A empresa considera a greve abusiva.
Ao analisar o pedido, o ministro destacou que os serviços prestados pelos Correios são essenciais e ressaltou que a paralisação pode causar impactos durante o período eleitoral de 2026.
“A atividade essencial desenvolvida pela suscitante se agiganta em face dos compromissos assumidos com entes públicos e privados relacionados ao pleito eleitoral de 2026, cujo período de campanha encontra-se em curso, o que agrava os impactos à sociedade do movimento paredista”, afirmou o presidente do TST.
Os trabalhadores reivindicam a aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho 2025/2026 e contestam o modelo de reestruturação da estatal, que prevê o fechamento de agências e a redução de distritos postais. A categoria também afirma que não pode ser responsabilizada pela crise financeira enfrentada pela empresa.
Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), a greve foi iniciada após as negociações da campanha salarial terminarem sem acordo. Um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde destinado aos trabalhadores, aposentados e seus familiares.
Para reduzir os impactos da paralisação nas entregas, os Correios informaram que acionaram um plano de continuidade dos serviços. Entre as medidas estão a mobilização de funcionários administrativos para auxiliar nas atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico. A greve permanece em andamento, mesmo com a determinação de funcionamento mínimo de 80% do efetivo.


