A Justiça do Rio de Janeiro deu prazo de 48 horas para que a CazéTV apresente o contrato integral de prestação de serviços firmado com o senador Romário, além de notas fiscais e comprovantes bancários relacionados aos pagamentos. A determinação ocorre em um processo de cobrança de uma dívida que chega a cerca de R$ 32 milhões e tramita em segredo de Justiça.
A decisão foi tomada depois que o canal apresentou à Justiça um contrato com trechos ocultos. Segundo o magistrado, a ausência das informações impedia a verificação dos valores e das condições estabelecidas para os pagamentos ao ex-jogador.
Romário participou das transmissões da Copa do Mundo de 2026 pela CazéTV. A Justiça já havia determinado anteriormente a penhora de valores que o senador teria a receber pelo trabalho no canal, como forma de garantir o pagamento da dívida.
Justiça questiona destino dos pagamentos
Na decisão, o juiz apontou a existência de indícios de que valores destinados a Romário poderiam estar sendo direcionados a empresas que não fazem parte da ação judicial. Por isso, determinou que os documentos sejam apresentados integralmente.
A CazéTV também deverá informar se a contratação de Romário foi realizada diretamente pelo canal ou por alguma empresa parceira, produtora, agência, patrocinadora ou outra empresa envolvida na cobertura da Copa do Mundo.
Além disso, a Justiça determinou que uma empresa na qual dois sócios trabalham para Romário interrompa os repasses destinados ao senador e deposite em juízo valores que já tenham sido retidos ou que ainda seriam pagos.
Empresa terá que apresentar contratos e comprovantes
A empresa ligada aos sócios também deverá apresentar contratos e acordos que expliquem sua participação nos trabalhos de Romário na CazéTV e na Romário TV. O juiz determinou ainda a apresentação de recibos e comprovantes bancários para identificar o destino de eventuais valores já repassados.
Na decisão, o magistrado estabeleceu que a CazéTV apresente os documentos sem qualquer tipo de ocultação, sob pena de reconhecimento de ato atentatório à dignidade da Justiça.
Dívida de cerca de R$ 32 milhões
A cobrança está relacionada a uma ação movida pela Koncretize Projetos e Obras Ltda. contra Romário e uma empresa ligada ao ex-jogador. O caso tem origem em um contrato relacionado ao estacionamento do Café Onze Bar, empreendimento do qual Romário era sócio.
Segundo informações divulgadas anteriormente, após o encerramento do estabelecimento houve uma disputa envolvendo a retirada de elevadores utilizados no estacionamento. Romário chegou a assinar um termo de confissão de dívida, originalmente de aproximadamente R$ 1,5 milhão. Com juros, multas, correção monetária e outros encargos, o valor cobrado atualmente chegou a R$ 32,4 milhões.
A Justiça já havia determinado a penhora de outros bens relacionados ao senador no processo, incluindo imóvel, lancha e veículo. O caso permanece em fase de cumprimento de sentença.


