Levantamento ouviu 1.500 pessoas em setembro e identificou também queda na rede de apoio e aumento da tristeza relacionada às redes sociais.
A parcela de brasileiros que se considera feliz caiu de 89,5% em fevereiro para 61,1% em setembro de 2026, uma redução de 28,4 pontos percentuais, segundo o estudo “O Mapa da Felicidade Real do Brasil”, realizado por Renata Rivetti em parceria com o Instituto Ideia. A pesquisa ouviu 1.500 pessoas de todas as regiões do país entre os dias 4 e 8 de setembro. Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, o índice passou de 95,1% para 59,3%.
O levantamento também registrou redução na percepção de apoio de amigos e familiares. A parcela que afirma contar com essa rede caiu de 87,2% para 78,3% no período. Entre os trabalhadores, a proporção dos que associam o emprego à própria felicidade recuou de 76,6% para 70,8%. A pesquisa ainda apontou aumento da tristeza relacionada às redes sociais: o índice passou de 50,5% para 66,1% entre os entrevistados.
A pesquisa não perguntou aos participantes quais fatores provocaram a mudança na percepção de felicidade. Por isso, os resultados não permitem atribuir a queda a um único acontecimento. Renata Rivetti afirma que a redução ocorreu junto com o enfraquecimento das redes de apoio e o aumento do desgaste associado ao uso das redes sociais, mas ressalta que seria necessária uma investigação específica para estabelecer uma relação de causa e efeito.
Entre os fatores relacionados ao bem-estar no trabalho, a pesquisa aponta a flexibilidade e a qualidade de vida como os mais citados, enquanto sobrecarga, salário insuficiente e problemas de liderança aparecem entre os principais motivos de insatisfação profissional. O estudo também informa que 45% dos entrevistados trabalham na escala 6×1. O Mapa da Felicidade Real do Brasil 2026 analisa a percepção de felicidade sob aspectos sociais, econômicos e comportamentais.


