Projeto-piloto utiliza biometria palmar para identificar viajantes que entram no país e busca agilizar a passagem sem reduzir a fiscalização
A Receita Federal inicia nesta quinta-feira (1) os testes de uma nova tecnologia de identificação de viajantes por meio da biometria da palma da mão na Ponte Internacional da Amizade, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Ciudad del Este, no Paraguai.
O projeto-piloto será realizado na aduana brasileira e tem como objetivo avaliar se a tecnologia pode tornar mais rápida a passagem de pessoas pela fronteira, ao mesmo tempo em que mantém o controle e a fiscalização de quem ingressa no território nacional.
A iniciativa será testada durante o mês de outubro, em uma das fronteiras com maior movimentação de moradores, trabalhadores e turistas do país. Nesta fase, a Receita pretende avaliar a rapidez e a viabilidade do sistema diante do intenso fluxo registrado diariamente na região.
A biometria palmar utiliza características da mão para realizar a identificação do usuário. Neste primeiro momento, porém, o projeto tem caráter experimental e não significa que todos os viajantes que cruzarem a fronteira passarão definitivamente a ser identificados dessa maneira.
A adoção da tecnologia integra um processo de modernização do controle aduaneiro brasileiro. A expectativa é testar alternativas capazes de aumentar a fluidez na entrada de viajantes sem deixar de lado a fiscalização baseada na análise de risco.
O resultado do projeto-piloto deverá servir para avaliar a viabilidade da utilização do sistema em operações futuras. Uma eventual expansão para outros pontos de entrada no Brasil pode ser especialmente relevante para estados de fronteira, como o Acre, que faz divisa internacional com Peru e Bolívia.


