A primeira experiência nas urnas marcou o domingo (4) de muitos jovens brasileiros. Nas eleições de 2026, cerca de 3,5 milhões de eleitores entre 16 e 18 anos estavam aptos a votar, representando aproximadamente 2,25% do eleitorado nacional.
Para quem tem 16 ou 17 anos, a participação é facultativa. Aos 18 anos, o voto passa a ser obrigatório para as pessoas alfabetizadas. O direito de votar antes da maioridade foi assegurado pela Constituição Federal de 1988, no processo de redemocratização do Brasil.
Entre os jovens que votaram pela primeira vez está a estudante Luiza Rocha Guerreiro, de 17 anos. Ela compareceu à seção eleitoral no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, acompanhada da família, levando os documentos e a cola com os números dos candidatos.
“Não tem como você deixar outras pessoas decidirem sobre o seu futuro”, afirmou a estudante. Para escolher seus representantes, Luiza contou que pesquisou propostas no site do Tribunal Superior Eleitoral, buscando informações além das redes sociais.
O estudante Caio de Moraes, também de 17 anos, disse que acompanhava as propostas antes da eleição e teve mais facilidade para escolher os candidatos à Presidência e ao governo. “Já vinha observando as propostas. Refleti comigo mesmo e decidi quem era melhor”, relatou.
Já Esthefany Marques Guimarães, de 18 anos, contou que recorreu à ajuda da mãe. Trabalhando como entregadora do iFood, ela afirmou que teve pouco tempo para pesquisar os candidatos e levou para a votação uma cola preparada com orientação materna.
O contingente de eleitores dessa faixa etária ficou abaixo dos cerca de 4,1 milhões registrados em 2022. O Nordeste concentrou o maior número de jovens de até 18 anos aptos a votar, com aproximadamente 1,3 milhão, seguido pelo Sudeste, com 1 milhão, e pelo Norte, com 478 mil.


