A jornalista Adriana Araújo fez um forte desabafo após declarações da deputada estadual eleita por São Paulo, Eduarda Campopiano, de 23 anos, sobre feminicídio e comportamento masculino. A comunicadora classificou o discurso como grave e afirmou que falas desse tipo podem reforçar o ódio contra mulheres.
Adriana destacou que mulheres lutaram durante décadas para conquistar o direito de ocupar espaços na política e lamentou que uma mulher eleita para a Assembleia Legislativa de São Paulo reproduza um discurso que, segundo ela, desconsidera a violência sofrida diariamente por outras mulheres.
“Ela diz que feminicídio não existe e que o comportamento do homem naturalmente tem que ser mais agressivo e até letal”, afirmou Adriana.
Para a jornalista, a ideia de que homens precisam demonstrar agressividade para serem considerados “grandes homens” é especialmente preocupante.
Durante o desabafo, Adriana ressaltou que as consequências da violência contra as mulheres são concretas. Ela citou casos de mulheres esfaqueadas, estupradas, asfixiadas e assassinadas diariamente no Brasil, além da dor enfrentada por filhos que perdem as mães e por famílias que enterram suas filhas.
A jornalista também afirmou que não considera Eduarda uma inimiga, mas se apresentou como feminista e defendeu a igualdade de direitos, oportunidades e respeito entre homens e mulheres.
“Eu não me considero inimiga da Eduarda, mas eu me considero uma feminista, aquela que luta para que as mulheres tenham o mesmo espaço que os homens na sociedade, o mesmo respeito, os mesmos direitos, as mesmas oportunidades”, declarou.
Adriana ainda fez um apelo aos eleitores que escolheram Eduarda nas urnas. Segundo ela, a deputada chegará à Assembleia Legislativa de São Paulo respaldada por cerca de 2 milhões de votos, mas questionou se todos esses eleitores concordam com a afirmação de que o feminicídio não existe.
“Eu não acredito que nesses 2 milhões de paulistas todos eles acham que não existe feminicídio”, disse.
Ao final, a jornalista pediu que os eleitores reflitam sobre os discursos que apoiam nas redes sociais e nas urnas. Para Adriana, a sociedade precisa ir além de conteúdos que viralizam no TikTok e no Instagram antes de escolher seus representantes.


