Incêndio destruiu equipamentos e atingiu laboratórios de pesquisas científicas da Universidade Federal de Pernambuco; instituição busca alternativas para recuperar estudos afetados.

Um incêndio de grandes proporções atingiu um dos principais prédios de pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no campus Recife, e deixou um cenário de destruição em laboratórios utilizados para estudos científicos. A estimativa inicial é de que os prejuízos possam chegar a R$ 100 milhões.
O prédio atingido concentrava laboratórios ligados às áreas de medicamentos, genética e informática. Entre os equipamentos danificados estão ultrafreezers, aparelhos utilizados para conservar amostras científicas em temperaturas extremamente baixas. Pesquisadores também relataram a presença de materiais biológicos utilizados em diferentes estudos acadêmicos.
O incêndio mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros durante toda a madrugada. Além dos danos à estrutura e aos equipamentos, a principal preocupação é com a possível perda de anos de pesquisas, incluindo materiais que podem ser difíceis ou impossíveis de recuperar.
Nesta quinta-feira (8), a universidade começou a discutir estratégias para dar continuidade às atividades científicas. Coordenadores dos laboratórios atingidos foram convocados para uma reunião destinada a avaliar os prejuízos e definir medidas emergenciais.
De acordo com o reitor Alfredo Gomes, o segundo andar do edifício ficou completamente destruído. O local reunia aproximadamente 100 tipos de pesquisas, incluindo trabalhos acadêmicos desenvolvidos ao longo de 20 anos. Pelo menos 80 dissertações e teses estavam relacionadas às atividades do prédio.
O que se sabe até agora: este é o terceiro incêndio registrado na UFPE em aproximadamente uma semana. Apesar da gravidade, não houve feridos. As causas ainda são desconhecidas, e a Polícia Federal vai investigar o ocorrido. A universidade informou que as demais instalações continuam funcionando.
A instituição segue avaliando os danos e buscando alternativas para retomar as pesquisas afetadas. O prejuízo financeiro ainda é preliminar, mas a perda de materiais científicos acumulados durante décadas pode representar um impacto que vai além dos R$ 100 milhões estimados.


