Rio Branco, AC, 11 de outubro de 2026 14:40

Lula diz que vai à Justiça contra suspensão de canal de WhatsApp de apoiadores

O candidato à reeleição à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou neste domingo (11) que seu partido vai recorrer à Justiça contra a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”.

A declaração foi feita à imprensa antes de um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo. Na ocasião, Lula criticou a decisão e afirmou que pretende pedir medidas para equilibrar a disputa eleitoral.

“Vamos hoje entrar na Justiça com um pedido do nosso partido para que a gente equilibre esse jogo. Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição”, declarou.

O presidenciável também questionou a imparcialidade das decisões contrárias à sua candidatura. Nunes Marques chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020, após indicação do então presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa pelo Palácio do Planalto.

“Já venho percebendo, há alguns dias, que existem muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. Nós não vamos permitir que seja fechado um canal de um deputado que está pedindo para as pessoas votarem em mim”, afirmou Lula.

Pedido partiu da campanha de Flávio Bolsonaro

A suspensão do canal foi solicitada pela campanha de Flávio Bolsonaro, sob a alegação de que o espaço estaria disseminando desinformação sobre o possível cancelamento de benefícios e programas sociais caso o candidato do PL vença a eleição.

O canal foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), apoiador de Lula. Em manifestação nas redes sociais, Janones contestou a decisão e classificou a medida como censura.

Segundo o parlamentar, o objetivo do canal era mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno da eleição presidencial. Ele negou ter utilizado o espaço para divulgar notícias.

“A gente estava só mobilizando, crescendo páginas, trazendo pessoas, explicando como que iria funcionar”, declarou Janones.

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