País tinha 234,3 milhões de cabeças em 2025, menor número desde 2022; apesar da redução, valor da produção pecuária bateu recorde de R$ 141,2 bilhões.
O rebanho bovino brasileiro caiu 1,7% em 2025 e chegou a 234,3 milhões de cabeças, o menor efetivo desde 2022. Foi o segundo ano consecutivo de redução, resultado associado ao aumento dos abates nos últimos quatro anos, principalmente de fêmeas. Os dados são da Pesquisa da Produção da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da queda nacional, o Nordeste foi a única região a registrar crescimento do rebanho, com alta de 2,2% e total de 37,3 milhões de animais.
No Acre, o estado integra a Região Norte, que registrou redução de 1,8% no efetivo bovino em 2025 e terminou o ano com 63,4 milhões de cabeças. Os dados gerais divulgados no material de referência não informam o número específico de bovinos no estado acreano nem a variação anual local. Entre os municípios brasileiros, São Félix do Xingu, no Pará, manteve a liderança, com 2,7 milhões de cabeças, seguido por Corumbá (MS), com 2,2 milhões, e Porto Velho (RO), com 1,7 milhão.
Mesmo com a redução do rebanho bovino, o valor da produção pecuária alcançou o recorde de R$ 141,2 bilhões, crescimento de 6,2% em relação a 2024. A produção de leite de vaca foi o principal destaque, com 36,7 bilhões de litros, alta de 2,7% e novo recorde. A produtividade também atingiu o maior nível da série, com 2.498,7 litros por vaca ao ano. O município de Castro, no Paraná, liderou a produção leiteira, com 532,8 milhões de litros.
Outras atividades também registraram resultados recordes em 2025. O efetivo de galináceos chegou a 1,6 bilhão de animais, enquanto a produção de ovos de galinha alcançou 5,7 bilhões de dúzias. Os rebanhos de caprinos e ovinos atingiram 13,5 milhões e 22,3 milhões de animais, respectivamente, e a produção de mel chegou a 71,3 mil toneladas. Na aquicultura, a produção de camarão somou 172,4 mil toneladas, e a de peixes cresceu 7,1%, alcançando 783 mil toneladas, com a tilápia responsável por quase 70% do total.


