Rio Branco, AC, 14 de outubro de 2026 12:26

TSE determina retirada de vídeo do PL que usa inteligência artificial para associar Lula ao crime organizado

Por unanimidade, ministros do TSE determinam a retirada de vídeo que utiliza inteligência artificial para associar Lula ao crime organizado, sem apresentar provas das acusações.


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, na noite desta terça-feira (13), que o Partido Liberal (PL) retire das redes sociais um vídeo produzido com inteligência artificial que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao crime organizado. A decisão foi tomada por unanimidade pelos ministros da Corte Eleitoral, após análise de uma propaganda publicada no Instagram.

O vídeo simula um encontro entre Lula e o ex-deputado federal Uldurico Junior (MDB-BA), dentro de uma unidade prisional. O ex-parlamentar foi preso pela Polícia Federal sob suspeita de receber R$ 2 milhões para facilitar a fuga de 16 detentos de um presídio na Bahia. Em 2024, Uldurico recebeu apoio de Lula durante sua candidatura à Prefeitura de Teixeira de Freitas, na Bahia.

A relatora do processo, ministra Estela Aranha, considerou que a publicação ultrapassa os limites da crítica política ao atribuir ao presidente ligações com organizações criminosas sem apresentar provas suficientes. Segundo a magistrada, o conteúdo pode comprometer a legitimidade do processo eleitoral ao divulgar acusações sem fundamento concreto.

Durante o julgamento, os ministros Floriano de Azevedo Marques e André Mendonça também defenderam a retirada da publicação, destacando o uso irregular da inteligência artificial para simular a imagem de uma pessoa. Embora tenham apresentado fundamentos diferentes, todos concordaram com a remoção do vídeo.

A decisão ocorre em meio ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para 25 de outubro. O TSE reforça que a liberdade de expressão e as críticas políticas devem respeitar as regras eleitorais, especialmente quando envolvem conteúdos manipulados digitalmente e acusações graves contra candidatos.

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